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Prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, testa positivo para Covid-19 pela 2ª vez este ano

   

Foto: Janaína Pepeu/Foto


 A Prefeita de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, Raquel Lyra, testou positivo para a Covid-19, na segunda-feira (27).


De acordo com a assessoria de comunicação, a prefeita está com os sintomas desde o último sábado (25). A gestora segue bem, com sintomas gripais, sendo acompanhada por médicos e em isolamento domiciliar.


Essa a segunda vez que a chefe do Executivo municipal testou positivo para a Covid-19. Em abril deste ano ela foi infectada e foi monitorada em tratamento domiciliar.


Fonte: Por g1 Caruaru

Café com limão. A combinação poderosa que emagrece e queima gordura

 

Shutterstock


 Segundo um artigo publicado no portal Alimente e citado pelo site Nova Mulher,  o café e o limão são alimentos poderosos que podem fazer maravilhas pela sua saúde e boa-forma.


Se por um lado, a cafeína está associada à perda de peso porque acelera o metabolismo; por outro lado, o limão é rico em nutrientes e vitaminas que fortalecem o sistema imunológico.


Embora, não seja obviamente uma combinação milagrosa, a junção destes dois superalimentos é indicada para quem pretende emagrecer e queimar gordura rápida e eficazmente  - experimente!


Ingredientes


1 xícara de café frio

1 colher (sopa) de suco de limão

açúcar

essência de baunilha

2 cubos de gelo


Como preparar


. Misture o café com o suco de limão.


. EM seguida, adoce com açúcar e essência de baunilha a gosto.


. Por fim, acrescente os cubos de gelo.


Fonte: Notícias ao Minuto

Brasil começará a aplicar 3ª dose da vacina contra Covid-19 em 15 de setembro, diz Queiroga

 

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil


 O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que a terceira dose da vacina contra a Covid-19 começará a ser aplicada no Brasil em 15 de setembro. 


Inicialmente, serão contemplados com o reforço os idosos maiores de 80 anos e os imunossuprimidos. As informações foram publicadas inicialmente pela Folha de S.Paulo e depois confirmadas em comunicado da pasta. Idosos com 70 anos e mais também serão contemplados. 


Os imunossuprimidos poderão receber a terceira dose a partir de 28 dias após a segunda. Já os idosos devem ter tomado a segunda dose há mais de seis meses. 


A data de 15 de setembro foi escolhida porque o Governo Federal espera ter concluído a aplicação da primeira dose em toda a população com 18 anos ou mais.


A imunização deverá ser feita, preferencialmente, com uma dose da Pfizer, ou de maneira alternativa, com a vacina de vetor viral da Janssen ou da AstraZeneca, segundo o ministério.


"Nos reunimos ontem [terça-feira, 24] com a Opas [Organização Pan-americana de Saúde] e com o comitê técnico que assessora a imunização e tomamos a decisão", afirmou Queiroga à colunista Mônica Bérgamo.


Intervalo menor

Além da terceira dose, o ministro informou que também a partir de 15 de setembro o País irá iniciar a redução do intervalo entre as doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca para oito semanas e não mais 12 - algumas cidades já adotam esse novo prazo.


Segundo Queiroga, a decisão busca conter a disseminação da variante delta do coronavírus no Brasil. 


As decisões foram tomadas em conjunto com Conass, Conasems e a Câmara Técnica Assessora de Imunização Covid-19 (Cetais) do Ministério da Saúde.


Estudos já mostram que a primeira dose das vacinas, no caso da delta, têm eficácia reduzida e não conseguem evitar boa parte das infecções. Já com duas doses a proteção é maior.


Antecipando a aplicação da segunda dose, portanto, o Brasil poderia frear as contaminações, mantendo a curva de queda no número de óbitos e de casos verificada até agora.


A aplicação da terceira dose em toda a população depende da conclusão de um estudo do Ministério da Saúde em parceria com universidades que está em andamento.


Fonte: Portal Folha de Pernambuco com Folhapress

Quer emagrecer? Beba este suco natural de cenoura, laranja e limão

 

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 Caso queira emagrecer ou esteja ativamente tentando perder peso e levar uma vida mais saudável, então te convidamos a experimentar esta receita de suco natural de cenoura, laranja e limão, divulgada no site Tudo Gostoso, que o vai ajudar a conquistar os seus objetivos.


Sinta-se bem!


Ingredientes


- 1 cenoura picada;


- 1 fatia de abacaxi picado e sem casca;


- 2 copos de água;


- 1 copo de suco de laranja;


- 1 limão com casca e cortado ao meio.


Preparação


. Para começar, acrescente no liquidificador o abacaxi e a cenoura;

. De seguida, esprema o limão dentro do liquidificador e acrescente a água;

. Bata todos os ingredientes no liquidificador;

. Caso queira, adicione gelo e açúcar;

. Consuma logo de seguida.


Fonte: Notícias ao Minuto

Remédio para colesterol reduz infeção por coronavírus em 70%, diz estudo

   

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 De acordo com um estudo realizado por investigadores do Reino Unido e da Itália, publicado esta sexta-feira no Frontiers in Pharmacology, um medicamento usado para tratar o colesterol reduziu a infeção por coronavírus em 70% em estudos de laboratório. A equipe de investigadores pede mais ensaios clínicos para explorar o uso do medicamento como uma potencial terapia contra a Covid-19. 


O estudo revela que o fenofibrato e o ácido fenofíbrico resultaram numa redução significativa na infecção por coronavírus em células humanas quando o fármaco foi usado em concentrações seguras e aprovadas.


"Os nossos dados indicam que o fenofibrato pode ter o potencial de reduzir a gravidade dos sintomas da Covid-19 e também a disseminação do vírus", disse a Dra. Elisa Vicenzi, do Instituto Científico San Raffaele em Milão. “Sendo que o fenofibrato é um medicamento oral muito barato e disponível em todo o mundo, juntamente com o seu extenso histórico de uso clínico e o seu bom perfil de segurança, os nossos dados têm implicações globais”.


O fenofibrato e o ácido fenofíbrico atuam inibindo a superprodução de citocinas ligadas à infeção por coronavírus, tratando a inflamação das vias aéreas, bem como prevenindo a coagulação sanguínea.


Fonte: Notícias ao Minuto

Fundador da Unimed morre de Covid-19 em Maceió

  

Foto: Divulgação OCB


 O médico Marcos Antônio Braga da Rocha, fundador da Unimed Maceió e presidente do Sistema OCB, foi sepultado nesta sexta-feira (6) em um cemitério da capital. Ele morreu na quinta (5), aos 70 anos, em decorrência de complicações da Covid-19.


Colegas de profissão disseram que o médico não se vacinou contra a Covid e que dizia ser contra a vacinação.


O pneumologista foi diretor-geral do Hospital Sanatório entre os anos de 1994 e 2000. Ocupou a presidência da Liga Alagoana Contra a Tuberculose e presidiu as federações da Unimed em Alagoas e Sergipe.


Em suas redes sociais, a Unimed exaltou o empenho do médico à frente da cooperativa: "Dr. Marcos Rocha escreveu seu nome na história do cooperativismo alagoano. Seu legado será sempre lembrado".


O Sistema OCB divulgou uma nota de pesar pela morte do médico.


"É com muito pesar e tristeza que o Sistema OCB/SESCOOP Alagoas informa o falecimento do seu presidente, Marcos Rocha. Marcos Rocha realizou um brilhante trabalho à frente da entidade. O avanço do cooperativismo em Alagoas se deve muito a ele. Dr. Marcos deixa um legado de como é possível transformar o mundo. Nossos sentimentos à esposa, aos filhos e netos. A família do cooperativismo em Alagoas perde um mentor que deixou grandes ensinamentos".


Fonte: G1 AL

Tem manchas brancas nas unhas? Saiba o que isto diz sobre a sua saúde

   

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 Já se perguntou por que motivo aparecem manchas brancas nas unhas? Se tem essas marcas, ou se as suas unhas se encontram extremamente frágeis e quebradiças, é possível que exista algum problema de saúde.



Manchas ou pontos brancos nas unhas podem ser indicadores de algum tipo de infecção ou que o seu organismo tem deficiência de nutrientes.


O termo técnico para essas manchas é leuconiquia e, segundo a publicação médica Healthline, elas podem ter várias causas.


O problema pode não passar de uma reação alérgica - seu corpo pode ter reagido mal, por exemplo, ao esmalte ou removedor -, ou pode indiciar uma infecção fúngica. A onicomicose trata-se de um fungo comum que tende a aparecer nos dedos das mãos e dos pés, deixando as unhas frágeis e quebradiças.


Noutros casos, o aparecimento de manchas brancas está associado ao déficit de algum mineral. A publicação Healthline sublinha, ainda, que a deficiência de zinco e de cálcio pode provocar o surgimento desse tipo de marcas. O Sistema Nacional de Saúde Britânico (NHS) salienta também que a leuconiquia pode ser igualmente um sintoma “de deficiência de ferro e de anemia”.


Apesar de ser normal que as unhas mudem de aparência de tempos em tempos, caso tenha manchas ou pontos brancos nas unhas, é essencial que procure ajuda médica, de modo a entender o que se passa.


Fonte: Notícias ao Minutos

Covid-19: Pernambuco espera vacinar todos os adultos com primeira dose até setembro, diz secretário

  

Foto: Reprodução/TV Alepe


 Em audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nessa terça-feira (29), o secretário estadual de Saúde, André Longo, afirmou que Pernambuco espera vacinar toda a população adulta com a primeira dose do imunizante contra a Covid-19 até setembro.


A aplicação da segunda dose em todos os adultos deverá ser feita até dezembro deste ano, acrescentou Longo.


“Essa é a nossa expectativa, caso se mantenham as entregas. Se houver aceleração das entregas, pode ser que acelere esse processo também de vacinação e se consiga fazer antes”, explicou o secretário aos deputados estaduais.


A previsão de entrega das doses do Ministério da Saúde constantemente vem sendo reduzida. Em junho, por exemplo, foram feitas cinco reduções pela pasta. Em maio, eram esperadas para junho um total de 52,2 milhões de doses. O total, no entanto, caiu para 37,9 milhões. A expectativa, a partir de contrato, é de até 560 milhões de doses até o fim deste ano.


Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) indicam que há 7,2 milhões de pessoas em Pernambuco com 18 anos ou mais aptos a receber a vacina contra a Covid-19.


Até a terça-feira, 3.044.157 pernambucanos receberam a primeira dose. Já aqueles que completaram o esquema vacinal somam 1.067.602 com a segunda dose e 28.190 com a vacina da Janssen, de dose única. O total de doses aplicadas, portanto, corresponde a 4.139.949.


A cobertura vacinal completa alcançou a marca de 15,2% da população adulta do Estado, entre segunda dose e dose única.


A declaração de Longo foi publicada no Diário Oficial da Alepe desta quarta-feira (30).


Balanço

André Longo também destacou a expansão de leitos para Covid-19 nos quatro primeiros meses de 2021 na rede hospitalar. 


Dados apresentados pelo gestor aos deputados estaduais indicam que o total de leitos saltou de 923 no início deste ano para 1.645 no final de abril. Segundo Longo, essa expansão do atendimento foi uma das ações responsáveis pela queda nos índices de morte pela doença em Pernambuco.


“Estamos entre os cinco estados com menor taxa de letalidade do Brasil, disputando o segundo lugar com Alagoas. O Governo teve a coragem de resistir ao negacionismo e aos discursos fáceis e realizou os investimentos necessários na implementação da rede”, avaliou.


Ainda de acordo com o secretário, foi alcançado um maior controle sobre a transmissão da doença da metade do mês de junho em diante no Estado.


“Quando a taxa de transmissão (Rt) está abaixo de 1, há uma tendência de desaceleração. Chegamos a 0,8 nesta semana. A ocupação de UTIs baixou de 79%, na semana passada, para 73%, na atual”, informou.


Com esse cenário, a Secretaria de Saúde já avalia que leitos para Covid-19 em algumas unidades hospitalares poderão ser destinados a outras enfermidades, a partir de julho.


“Em alguns grandes hospitais do Recife, como Agamenon Magalhães, Getúlio Vargas e Barão de Lucena, teremos que devolver os leitos para as áreas 'não Covid' porque não podemos deixar que se formem filas no atendimento a vítimas de outras doenças”, avisou o gestor.


Para o segundo semestre, está planejada a retomada de cirurgias eletivas e o aumento de transplantes de órgãos – serviços que foram prejudicados pela pandemia. “Mas o remanejamento de vagas irá acontecer de forma lenta e gradual, pois estamos em alerta para o surgimento de variantes, como ocorreu com a P.1, que teve origem no Amazonas”, pontuou.


Fonte: Portal Folha de Pernambuco

Cantora gospel Cristiane Ferr, defensora do tratamento precoce, morre de Covid

  

Reprodução


 SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A cantora e compositora gospel Cristiane Ferreira de Souza, 48, conhecida como Cristiane Ferr, morreu, no dia 11 de junho, em Juiz de Fora (MG), por complicações da Covid-19. Famosa no cenário gospel nacional, Ferr tinha mais de 20 anos de carreira.


Ela iniciou o tratamento contra a doença em casa, mas seu quadro piorou rapidamente e chegou a ter 100% dos pulmões comprometidos. A mãe da cantora também foi infectada pelo coronavírus e permanece em tratamento.


Cristiane Ferr era natural do Rio de Janeiro, mas morava em Juiz de Fora. A artista também tinha formação em fisioterapia e exercia a profissão.


A artista trabalhou no estúdio Prata Music durante cerca de dez anos, segundo o proprietário do local, Humberto Almeida Prata. À reportagem ele elogiou a parceria e o profissionalismo da cantora.


No dia 5 de dezembro de 2020, ela havia compartilhado uma mensagem em rede social incentivando o chamado tratamento precoce contra a Covid-19 com o uso de ivermectina, azitromicina ou hidroxcloroquina. No comentário do post escreveu "eu tomei".


"Se você tomou ivermectina, azitromicina ou hidroxcloroquina poste no Facebook, e se não precisou tomar e é a favor, poste que é a favor. Seremos a maioria. Vamos forçar as prefeituras a começarem a prevenção urgente. E fazer a distribuição gratuita", diz o texto compartilhado.


Na mesma rede social, compartilhou mensagem com a hashtag "fica em Casa" e "obedecer é melhor do que sacrificar", escreveu.

Evidências científicas mostram que os remédios dos chamados "kit Covid" ou "tratamento precoce" não tratam nem previnem a Covid-19.


A hidroxicloroquina para tratamento de Covid-19 foi a droga mais estudada desde o início da pandemia, com 268 pesquisas científicas registradas em 55 países, mas sua eficácia não foi comprovada nem para tratamento de pacientes internados nem como medida profilática, de acordo com as pesquisas científicas que utilizam o chamado padrão-ouro do método científico.


Entidades médicas em todo o mundo, incluindo a SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), recomendaram abandonar o medicamento, ainda em maio de 2020.


O Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (Niaid, na sigla em inglês) dos EUA contraindicou o uso da cloroquina, hidroxicloroquina e azitromicina para tratamento da Covid-19 já em abril de 2020. A nota teve o apoio de 13 entidades, entre elas o CDC (Centro de Controle e Prevenções de Doenças), principal órgão de saúde norte-americano.


Posteriormente, em julho do mesmo ano, a FDA, agência regulatória de medicamentos no país, publicou uma nota que citava preocupação quanto ao uso da hidroxicloroquina fora de ambiente hospitalar para tratamento de casos leves ou profiláticos e como seu uso estava associado a um risco elevado de problemas cardíacos.


Desde o início da pandemia de Covid-19, porém, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defende o uso de medicamentos sem comprovação científica contra a doença, como a hidroxicloroquina.


Fonte: Folhapress

Jaboatão inicia vacinação contra Covid-19 de pessoas a partir de 45 anos

  

Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco


 O município de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife (RMR), iniciou, nesta quarta-feira (16), a vacinação contra a Covid-19 para o público a partir de 45 anos.


O novo grupo já pode receber a primeira dose das vacinas AstraZeneca e Pfizer nos nove pontos de imunização espalhadas pela cidade.


A dona de casa Maria Lúcia de Oliveira, 45, foi vacinada no ponto instalado no Centro Cultural Miguel Arraes, no bairro de Prazeres.


“A sensação é maravilhosa. Estava há tempos esperando por isso. Agora é só aguardar a segunda dose, daqui a três meses”, afirmou.


De acordo com a coordenadora do programa municipal de imunização de Jaboatão, Jeane Tavares, a previsão é vacinar 45 mil pessoas do novo grupo. "Abrimos o cadastro ontem. Para receber a vacina é preciso trazer um comprovanete de residência referente ao município de Jaboatão", orientou. 


“Com o aumento da demanda, ampliamos os pontos de vacinação aos sábados. Além dos nove drives, abriremos mais seis postos fixos em unidades de saúde”, aponta a coordenadora. Neste sábado (19), os novos pontos funcionarão das 8h às 16h, na Policlínica José Carneiro Lins, em Prazeres; nas Unidades de Saúde da Família (USFs) Jardim Jordão, Vietnã, Massaramduba do Campo e Odorico Melo; e no Complexo Administrativo, no bairro de Jardim Jordão.


Além dessa nova faixa etária, Jaboatão continua vacinando todos os grupos prioritários listados no Plano Nacional de Operacionalização (PNO) do Ministério da Saúde. O cadastramento deve ser feito pelo site deolhonaconsulta.jaboatao.pe.gov.br ou pelo aplicativo De Olho na Consulta.


O atendimento ao público é feito das 8h30 às 17h, de segunda a sexta-feira, nos seguintes locais: Casa da Cultura, em Jaboatão Centro; Praça Murilo Braga, em Cavaleiro; escolas municipais Iraci Rodovalho, no Curado, e Benjamin Constant, no Socorro; Centro Cultural Miguel Arraes, em Prazeres; Faculdade Metropolitana, Shopping Guararapes, Sesc e UniFG, no bairro de Piedade.


Fonte:  Daniel Medeiros

Teste do pezinho gratuito pode detectar 50 doenças em bebês

   

Foto: Miva Filho/SES-PE


 Neste dia 6 de junho é comemorado no Brasil o Dia do Teste do Pezinho (cujo nome oficial é Triagem Neonatal). É rápido, está disponível de graça pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e é capaz de garantir a todos os recém-nascidos diagnósticos precoces a doenças que, sem tratamento, interferem no desenvolvimento mental, psicológico e motor do paciente.


Até dezembro de 2020, o teste do pezinho oferecido em São Paulo identificava seis doenças: a fenilcetonúria, o hipotireoidismo congênito, a anemia falciforme, a hiperplasia adrenal congênita e a deficiência de biotinidase. Este número subiu para 50 em dezembro, com o anúncio da parceria da prefeitura com o Instituto Jô Clemente.


"O teste foi desenvolvido décadas atrás para a fenilcetonúria, que sem diagnóstico causa crises convulsivas e deficiência intelectual", explica o geneticista Salmo Raskin, presidente do Departamento Científico de Genética da Sociedade Brasileira de Pediatria. "A maneira tradicional é uma gotinha de sangue do calcanhar e pingá-la num papel filtro especial, que será analisado para identificar substâncias acumuladas."


A gotinha pé tirada da lateral do calcanhar por causa da maior concentração de vasos sanguíneos e por ser mais fácil para coleta. Examinando a quantidade de cada substância no sangue do bebê, é possível identificar anormalidades que apontam para uma doença específica. Mas a maior efetividade do teste ocorre quando estas substâncias estão em concentração maior -das 48 horas até, no máximo, o 30º dia de vida.


No entanto, o medo do novo coronavírus pode levar pais a atrasar ou evitar levar seus recém-nascidos aos hospitais e postos de saúde que oferecem estes exames. Para o imunologista Antonio Condino Neto, já existem evidências de que o temor pela contaminação fez a cobertura do exame diminuir durante a pandemia.


Além de orientar os pais durante o pré-natal sobre a "relevância do teste na prevenção de doenças graves que deixam sequelas", o pesquisador sugere fazer a coleta das gotinhas de sangue logo na maternidade, antes de mãe e bebê receberem alta.


Na maternidade também podem ser feitos outros exames essenciais para os primeiros dias de vida, como o teste da linguinha (para detectar a chamada "língua-presa"), o teste do olhinho (problemas oculares), o teste do coraçãozinho (doenças cardíacas) e o teste da orelhinha (deficiências auditivas).


Exame será ampliado em todo o país até 2022 com a sanção do Projeto de Lei 5.043/2020 pelo presidente Jair Bolsonaro, no dia 26 de maio, todo o Brasil pode ter acesso a testes gratuitos para até 53 doenças. É o chamado "teste do pezinho ampliado", que entra em vigor oficialmente em maio de 2022.


O geneticista Salmo Raskin reconhece que um teste mais abrangente custa mais ao Estado e que o sistema de saúde pode demorar mais de um ano para conseguir oferecê-lo. "Não se precisa só do teste: é necessário outro tipo de equipamento, mais moderno, e há o custo de treinamento da equipe", detalha.


"Mas o teste também reduz drasticamente o custo ao Estado brasileiro a médio e longo prazo. Pode-se olhar esse custo como um investimento, que vai trazer um benefício gigantesco para o Brasil –do ponto de vista financeiro, mas também salvando vidas", completa.


Fonte:  Folhapress

Professor cria robô capaz de ajudar no combate à Covid-19 no Sertão do Estado

  

Foto: Divulgação


 Com a taxa de contágio ainda em escala preocupante no Estado, um professor de física da Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Alfredo de Carvalho, em Triunfo, no Sertão pernambucano, resolveu criar um robô para ajudar os alunos e funcionários da escola.


O professor Paulo César Simões desenvolveu o RAC-19, um robô capaz de higienizar as mãos de qualquer pessoa sem nenhum contato. 


Para funcionar, o indivíduo precisa se aproximar a uma distância de 25 centímetros do robô. De forma automática, ele lança um jato de álcool nas mãos. 


O RAC-19 foi colocado no refeitório da escola este mês para incentivar os alunos e funcionários a higienizar as mãos antes das refeições. A bateria do robô tem duração média de 2 mil disparos de jato de álcool. A escola conta com 435 alunos. 


A ideia do professor levou pouco mais de um mês para ser desenvolvida. "Tive a ideia no ano passado, mas, com as restrições, não consegui fazer. Após o retorno das aulas presenciais, desenvolvi tudo no laboratório de física da própria escola", conta.


Segundo Paulo César, sensor ultrassônico, sensor de presença, entre diversas outras peças, foram utilizadas para o desenvolvimento do RAC-19.


"Não foi fácil desenvolver. Após muitas tentativas, consegui chegar no modelo ideal, em que o robô pressiona sozinho o dispenser de álcool", revela. 


O professor de física vê semelhança entre sua invenção com as torneiras que alguns shoppings centers possuem. "A quantidade que sai é suficiente para higienizar as mãos. Além disso, ainda há uma economia de álcool. Basta o estudante ficar à frente do robô e, em apenas um segundo, o jato é disparado em suas mãos", acrescenta. 


Como as peças utilizadas foram do próprio laboratório da escola, Paulo César conta que ainda não há como estimar o custo para o desenvolvimento de um novo robô, que conta com peças de robótica Lego Mindstorms.


Além da proteção contra o vírus, Simões quer utilizar o RAC-19 para contribuir com os conhecimentos de física e também nas aulas de física experimental dos alunos. 


A ideia já está patenteada e o professor se mostra empolgado em dar prosseguimento ao desenvolvimento e expansão do RAC-19. “Meu objetivo é expandir para outras escolas. Estamos em um momento muito crítico de contágio, com variantes. Dessa forma, conseguimos proteger os estudantes e funcionários, minimizando o contágio”, conclui.


Fonte: Rodrigo Barros

Pernambuco autoriza vacinação de pessoas a partir dos 50 anos contra a Covid-19

  

Foto: Gilberto Crispim/PMCSA


 O governo de Pernambuco autorizou, nesta segunda-feira (31), que os municípios comecem a vacinar pessoas a partir de 50 anos contra a Covid-19. Segundo o estado, entre essa faixa etária e os 59 anos é registrada a maioria dos casos graves da doença.


Apesar da autorização, a vacinação dos grupos prioritários depende dos cronogramas de cada município.


De acordo com o governo, as cidades poderão vacinar pessoas a partir de 50 anos independentemente de comorbidade ou categoria profissional. A decisão foi tomada durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB).


O governo afirmou que, devido à ampliação, será contemplada grande parte das pessoas com comorbidades, sem a necessidade de atestado.


Atualmente, o grupo entre 50 e 59 anos corresponde a 25% do total de internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). É também responsável por 20% dos mortos com Covid.


A nova etapa de vacinação foi anunciada quatro dias depois da liberação da imunização de pessoas a partir de 59 anos. Essa faixa etária está incluída em grupos prioritários desde quinta (27).


Covid-19 em Pernambuco

Pernambuco confirmou, nas últimas 24 horas, mais 1.087 casos da Covid-19 e 55 mortes causadas pela doença. Com isso, o estado agora soma 15.862 óbitos de pessoas com o novo coronavírus e 482.157 confirmações do diagnóstico, desde o início da pandemia, em março de 2020.


Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), nesta segunda-feira (31). O boletim traz ainda a informação de que, entre as confirmações, 92 (8%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), e 995 (92%) são casos leves. Agora, o total de casos graves desde o início da pandemia sobe para 44.795, enquanto os leves chegam a 437.362.


Os óbitos confirmados nesta segunda-feira ocorreram entre os dias 25 de maio de 2020 e o domingo (30). Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo do dia pela Secretaria Estadual de Saúde.


Fonte: G1 PE

Cientistas desenvolvem vacina que protege contra diferentes espécies de coronavírus e suas variantes

  

Foto: Simon Wohlfahrt/AFP


 A pandemia do coronavírus só chegará ao fim quando a maior parte da população estiver imunizada, dizem especialistas. Mas, até atingir as taxas de 60% a 70% estimadas como necessárias para gerar a chamada imunidade coletiva -diminuindo assim a chance do vírus infectar novas pessoas e se disseminar-, novas variantes vêm surgindo no Brasil e no mundo.

 

Com isso, as produtoras de vacinas, o único fármaco comprovadamente eficaz contra a Covid-19, buscam constantemente atualizar os seus imunizantes, garantindo assim a proteção mesmo se novas cepas do vírus surjam.

 

Diante disso, uma vacina universal eficaz contra todas as formas do vírus conhecidas e até mesmo, por que não, as ainda desconhecidas e que podem ser potencialmente perigosas, seria o sonho de todo laboratório que pesquisa os imunizantes.

 

Não mais. Cientistas da Universidade de Duke e da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, nos Estados Unidos, desenvolveram uma vacina chamada "pancoronavírus", isto é, eficaz contra diferentes espécies dessa família viral e suas variantes.

 

O artigo descrevendo a nova plataforma foi capa da revista científica Nature, uma das mais prestigiadas, no último dia 10 de maio.

 

Para encontrar uma fórmula mágica da vacina capaz de reconhecer todas essas formas distintas do patógeno, os pesquisadores se debruçaram justamente sobre o mecanismo de entrada do vírus nas células: a proteína S do Spike, também chamada de espinho ou espícula.

 

Essa proteína funciona como uma chave para a fechadura no hospedeiro, uma região presente na superfície celular de muitas das células que compõem o nosso e organismo de outras espécies animais. Chamada de região de ligação do receptor (RBD, na sigla em inglês), o grupo mapeou as diferentes moléculas nessa área e encontrou uma em comum em todos os tipos de vírus.

 

Ao mesmo tempo que a RBD serve para o vírus se ligar às células e infectá-las, ela também é uma região importante de ligação com os anticorpos que tentam impedir sua entrada.

 

A vacina foi então formulada para induzir a resposta imune de anticorpos que se ligam contra essa região em todos os vírus, chamados de anticorpos neutralizantes cruzados. Ela é composta por fragmentos de proteína aglutinados em nanopartículas, que transportam as proteínas ao organismo.

 

Nas células, as nanopartículas liberam a proteína S no plasma, onde ela é traduzida pelo maquinário celular e reconhecida pelo sistema imune -tecnologia similar é utilizada pela empresa de biotecnologia norte-americana Novavax.

 

Quando o coronavírus verdadeiro infectar o organismo, o corpo estará preparado para uma resposta imune, facilitada ainda mais pela adição de um adjuvante à fórmula, que potencializa a produção de células de defesa.

 

Para investigar se a vacina realmente induzia à produção desses anticorpos, cinco macacos da espécie Cynomolgus fascicularis (encontrado no sudeste asiático, também conhecido como macaco-cinomolgo ou caranguejeiro) foram inoculados com a vacina universal, com uma substância placebo ou ainda com uma fórmula que imita as vacinas de mRNA já em uso contra a Covid-19.

 

Em todos os macacos imunizados com a vacina pancoronaviral, a resposta imune gerada por anticorpos IgG que se ligam à RBD foi elevada, maior do que em relação aos animais que receberam o mímico da vacina de mRNA. Nos indivíduos que receberam placebo, não houve produção de anticorpos.


Ainda, a taxa de anticorpos neutralizantes, tidos como um, mas não o único, dos correlatos de proteção contra o Sars-CoV-2, foi significativamente maior após a imunização com a vacina conjugada em comparação às vacinas de RNA mensageiro. Ela também foi muito superior quando comparada ao nível de anticorpos em indivíduos com infecção prévia para o coroanavírus.

 

Os mesmos anticorpos neutralizantes tiveram sucesso em bloquear a ação da variante britânica (B.1.1.7) e da P.1, embora essa taxa tenha sido menor no caso da variante sul-africana (B.1.351), conhecida por ter uma mutação que reduz a ação de anticorpos.

 

A vacina protegeu 100% dos macacos imunizados quando inoculados com as diferentes espécies do coronavírus contra a infecção, enquanto naqueles que receberam o placebo ou até mesmo com o imunizante de mRNA.

 

"Basicamente, o que fizemos foi fabricar várias pequenas cópias do coronavírus para induzir uma resposta imune elevada do corpo. O que vimos foi não apenas uma proteção contra a infecção, mas também a indução de uma resposta imune cruzada para as diferentes proteínas S dos coronavírus", explicou o pesquisador Barton Haynes do Instituto de Vacinas para Humanos da Universidade de Duke e autor principal do estudo.

 

Um estudo sobre evolução do Sars-CoV-2, feito por pesquisadores também da Universidade da Carolina do Norte, mas não envolvidos neste trabalho mostrou que eventos de passagem de coronavírus de outros animais para humanos ocorreram diversas vezes na história evolutiva da família.

 

Assim, a pesquisa da vacina "pancoronavírus" pode ajudar também a prevenir e rapidamente conter futuras pandemias do coronavírus, diz Haynes. "Já tivemos três pandemias de vírus relacionados ao Sars nos últimos 20 anos, então existe a necessidade em desenvolver vacinas eficazes que podem se ligar a esses patógenos antes da próxima pandemia."


Fonte: Folhapress

Pacientes com Covid-19 são transferidos após falta de oxigênio em hospital de Lajedo

  

Foto: WhatsApp TV Asa Branca/Reprodução

Pacientes com Covid-19 precisaram ser transferidos na noite da quinta-feira (27) após faltar oxigênio no hospital de Lajedo, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a assessoria de imprensa do município, havia 23 pacientes internados. Destes, 14 foram transferidos para unidades de saúde de cidades vizinhas, como Caruaru, São Bento do Una, Belo Jardim, Agrestina e Cachoeirinha, também no Agreste.


"Tivemos quase um colapso. Ficamos praticamente sem oxigênio , mas os colegas da regional conseguiram ofertar cilindros para evitar o colapso", informou a assessoria por telefone.


Ainda segundo a assessoria, o município recebeu mais de oito cilindros de oxigênio. O material chegou após a remoção dos pacientes. Ao G1, a assessoria disse, na manhã desta sexta (28), que a situação está controlada no município e que agora aguarda a chegada de mais oxigênio.


Os pacientes com Covid-19 em Lajedo estão sendo atendidos no Hospital Público Municipal Maria da Penha Dourado e o Hospital de Campanha - as unidades estão com 70% dos leitos ocupados.


De acordo com o boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), Lajedo registrou 1.652 casos leves de Covid-19, 99 casos graves e 54 mortes.


Transferências

Os pacientes de Lajedo foram transferidos para as seguintes unidades:


UPA e Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru

Hospital Público de São Bento do Una

Hospital de Agrestina

Hospital de Cachoeirinha

Hospital de Belo Jardim

Fornecimento de oxigênio

Fornecedor de Lajedo: 6 cilindros

Quantidade de cilindros de fora: 3 de Jucati, 2 de Paranatama, 2 de Altinho e 3 de Garanhuns


Fonte: G1 Caruaru

Primeiro transplante de fígado é realizado em Alagoas

  

Foto: Divulgação

O primeiro transplante de fígado de Alagoas foi realizado na madrugada desta sexta-feira (14) na Santa Casa de Maceió.


O secretário de Saúde do Estado, Alexandre Ayres, comemorou o feito em suas redes sociais. "Dia histórico. Realizamos o primeiro transplante de fígado da história de Alagoas e esse momento ficará marcado para sempre. Alagoas vive um novo momento e vamos seguir firmes levando saúde para quem mais precisa".


A médica Daniela Ramos, que participou da cirurgia, ressaltou a importância da doação de órgãos para salvar vidas.


"Trabalhar na Central de Transplantes vai além de um trabalho, é uma missão. Tudo vale a pena quando acreditamos no que fazemos. Graças ao 'sim' de uma família, mesmo na sua maior dor, outras pessoas e seus familiares puderam ter mais uma chance de vida. Nós só temos a agradecer", escreveu a médica.


Primeiro hospital no estado a ser credenciado pelo Ministério da Saúde para a realização do transplante, a Santa Casa já trabalha com a captação do órgão (retirada do fígado) há cinco anos.


"É um salto muito grande o hospital sair de captador de órgãos para realizador de transplantes. Essa é uma das cirurgias mais complexas que existem", disse o médico Oscar Ferro.


Fonte: G1 AL

Governo gastou R$ 125 milhões em Tamiflu e pagou 33% a mais na cápsula

    

Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde gastou R$ 125 milhões com o Tamiflu, um medicamento que combate os efeitos da gripe e não tem eficácia para a Covid-19. A pasta comprou 28 milhões de cápsulas e pagou até R$ 5,33 por dose, ante R$ 4 antes da pandemia, uma diferença de 33,2%.


A pasta decidiu apostar no medicamento, dentro da estratégia de combate à Covid-19, com o argumento de que a droga seria necessária para evitar superlotação de hospitais por síndromes respiratórias decorrentes do vírus da gripe e do H1N1.


O ministério, então, incluiu o Tamiflu (fosfato de oseltamivir) na nota informativa com orientações para o chamado tratamento precoce. A droga está ao lado de cloroquina, hidroxicloroquina e azitromicina, todas sem eficácia para Covid-19.


O Tamiflu, segundo nota do Ministério da Saúde de 30 de julho de 2020, deve ser recomendado para crianças com sintomas leves, moderados e graves, com o propósito de "exclusão de influenza".


Essa nota, que baliza a recomendação do chamado "kit Covid", com a cloroquina à frente, substituiu outros dois protocolos do tipo. O primeiro é de maio, e não previa Tamiflu.


Outros protocolos do Ministério da Saúde recomendam o Tamiflu, no contexto de combate à pandemia, para gestantes com gripe e para pacientes com síndromes respiratórias até que um teste aponte infecção pelo novo coronavírus.


Infectologistas ouvidos pela Folha afirmam que o Tamiflu fazia algum sentido, diante de casos de síndromes respiratórias graves e do tempo necessário até confirmação de diagnóstico de Covid-19, somente no começo da pandemia.


As incertezas sobre o vírus causador de síndromes, se influenza ou o novo coronavírus, levavam a esse método, numa tentativa de se reduzir danos.


"Tiramos do protocolo em poucas semanas, no máximo até o comecinho de abril [de 2020]. Começamos a ver rapidamente que os pacientes eram acometidos de Covid-19, que havia diferença em relação a influenza", diz Alberto Chebabo, vice-presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).


"Em 2020, a circulação de influenza foi baixíssima, por fatores como isolamento, uso de máscaras e o novo coronavírus se tornando predominante."


No Ministério da Saúde, a percepção foi outra. A pasta dobrou a aposta no Tamiflu, como mostram documentos obtidos pela Folha, parte deles por meio da Lei de Acesso à Informação.


O financiamento majoritário se deu com recursos públicos emergenciais, destravados por meio de MPs (medidas provisórias) voltadas ao combate à pandemia. Também foram usados recursos originários do SUS.


Antes da pandemia, ainda em 2019, o ministério firmou uma parceria –chamada TED (termo de execução descentralizada)– com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) para a produção de 7,2 milhões de cápsulas de tamiflu de 75 mg. O custo unitário decidido ficou em R$ 4. O valor total, em R$ 28,8 milhões.


A maior parte do medicamento foi entregue entre março e setembro de 2020, já na pandemia. O próprio ministério citou a doença num dos documentos do TED, para justificar o fornecimento.


"A partir de 2020, no contexto da pandemia, houve forte demanda por esse medicamento, pelos entes federados. Assim, ao atuar no tratamento dos casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave causada pela influenza, esse medicamento tem contribuído para evitar o aumento de doenças respiratórias e sobrecarga do sistema de saúde", disse a pasta.


Em maio, o Ministério da Saúde assinou um contrato com a Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos, para a compra de mais 5 milhões de cápsulas do medicamento. O valor individual foi de R$ 5,33, e o custo total de R$ 26,65 milhões.


"O cenário de abastecimento encontrava-se bastante crítico, dado o elevado aumento no consumo", justificou o ministério. O dinheiro foi destravado por uma MP voltada ao combate à Covid-19.


Em julho, a pasta abriu uma terceira frente para a compra de Tamiflu. Em ofício à Fiocruz e à Farmanguinhos, a unidade da Fiocruz que produz medicamentos e vacinas, o secretário de Ciência e Insumos Estratégicos do ministério, Hélio Angotti Neto, encomendou 2,5 milhões de cápsulas de 30 mg, 2,35 milhões de 45 mg e 11 milhões de 75 mg.


Os preços individuais cobrados foram R$ 2,60, R$ 3,80 e R$ 5, respectivamente. O valor total foi de R$ 70,4 milhões, e também teve origem numa MP assinada pelo presidente Jair Bolsonaro. Um saldo remanescente deveria ser usado na fabricação de cloroquina, conforme o ofício de Angotti.


Em nota, o Ministério da Saúde disse que o medicamento é indicado para tratamento de síndrome respiratória aguda grave e síndrome gripal causada pelo vírus influenza e que, diante de "risco de desabastecimento da rede", a pasta fez "uma compra emergencial da Roche e solicitou importação de novos lotes de matéria-prima e antecipação na produção a Farmanguinhos".


A Fiocruz confirmou à Folha que Farmanguinhos forneceu o quantitativo solicitado, nas três concentrações. "É importante ressaltar que o medicamento é indicado para tratamento de Influenza A (H1N1) em adultos e crianças com idade superior a 1 ano de idade", disse, em nota.


A Fiocruz também confirmou que houve mais de um pedido em 2020, o que levou a duas aquisições distintas do IFA (insumo) usado na produção. A oscilação de preço decorreu da variação cambial na importação do insumo, segundo a instituição.


A produção do fosfato de oseltamivir não afeta outras fabricações em Farmanguinhos, conforme a Fiocruz. "Estudos publicados até o momento não foram capazes de gerar evidências científicas que comprovem eficácia de fármacos no tratamento da Covid-19", disse a nota.


Um documento do Ministério da Saúde mostra que um TED com a Fiocruz em 2014 garantiu 23,6 milhões de cápsulas, a um custo individual de R$ 4,35. Uma segunda parceria só foi firmada dois anos depois, em 2016, com mais 20 milhões de cápsulas a R$ 4 cada. O terceiro TED, então, foi assinado somente em 2019.


Em outubro de 2019, o ministério considerava que o consumo médio mensal de tamiflu 45 mg era de 140 mil cápsulas. O almoxarifado da pasta tinha, naquele momento, 624 mil cápsulas do tipo.


Para Chebabo, a continuidade de gastos elevados com o Tamiflu faria sentido para repor estoques esvaziados nas primeiras semanas da pandemia.


O Ministério da Saúde diz ter distribuído até agora na pandemia 22,3 milhões de cápsulas de Tamiflu, que custaram R$ 88,9 milhões.


Fonte: Folhapress